Quem nunca tentou esconder uma espinha chamativa no dia de um evento importante? Apesar do desconforto permanecer, a relação com a acne tem mudado entre a Geração Z e Alpha que encontraram uma maneira criativa e saudável de lidar com os efeitos da condição: os adesivos de espinha.
Os chamados pimple patches tomam diversas formas, sejam mais discretos com opções tranparentes ou mais chamativos com formatos de flores, estrelas ou corações, o limite é a sua imaginação. A tendência já caiu no gosto das celebridades como SZA, Hailey e Justin Bieber e viraram febre nas redes sociais.
Mas, será que eles realmente funcionam ou são só uma escolha estética passageira?
Como funcionam os adesivos febre entre a Geração Z?
Existem diversos tipos de adesivos de espinhas e nem todos são iguais. A categoria mais comum costuma utilizar o hidrocolóide, material que pode ajudar a acelerar o processo de cicatrização ao isolar as ferida já existentes.
Na prática, eles funcionam como barreiras de proteção que evitam a exposição a impurezas externas ou radiação ultravioleta e também impedem a manipulação das espinhas com as mãos, que podem causar complicações como infecções secundárias ou aparecimento de manchas. Além disso, absorvem secreções localizadas, como pus e exsudato, criando uma ambiente úmido e favorável para acelerar a cicatrização da pele.
Existem outros tipos de adesivos que usam substâncias como enxofre, ácido salicílico, a niacinamida ou até microagulhas dissolvíveis com a promessa de tratar acnes mais profundas. No entanto, é preciso ter cuidado e adquirir apenas produtos aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), pois alguns ainda carecem de evidências científicas.

Eles realmente funcionam?
A resposta é depende. Os adesivos não funcionam para todos os tipos de acne e também nem sempre são a melhor opção. Eles podem ser apropriados para crises pontuais, mas não agem sobre a fonte que pode ter diversas causas e precisam da investigação de um dermatologista.
Segundo especialistas, os adesivos de espinha costumam apresentar maior eficácia nos casos que apresentam pústulas, pontinhos brancos de pus, em que podem sugar melhor as secreções. Ou então, em casos que a pele já foi rompida e funcionam como um curativo para a lesão.
Para espinhas em estágios inciais, têm função mais de proteção física, impedindo de manipular ou espremê-las. Já para acne extensa, cravos ou espinhas internas, como nódulos e cistos, não possuem nenhum tipo de benefício.
Por fim, os patches são considerados recursos complementares e não possuem nenhum efeito que impeça a proliferação ou reincidência de mais espinhas. Por isso, não substituem o acompanhamento médico e nem são formas de tratamento definitivo. O dermatologista é o profissional adequado para proporcionar uma resposta mais segura e eficiente de lidar com a acne.
Como usar corretamente?

Primeiramente, o rosto deve estar completamente limpa e seca, sem a presença de nenhum tipo de creme ou sérum. Atenção na hora de escolher os adesivos! Opte por fórmulas que sejam apropriadas para o seu tipo de pele e que cubram toda a área da espinha.
Depois, é só aplicar na região limpa e pressionar para garantir a fixação apropriada. Além disso, em casos de alergia, dermatite de contato ou pele sensibilizada por ácidos ou outros tratamentos, a recomendação é evitar o uso.
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