O corpo clínico de médicos que trabalham para o Governo de Roraima divulgou uma nota de repúdio contra os atrasos nos pagamentos de salários e honorários profissionais. Segundo os profissionais, a ausência dos repasses financeiros já dura três meses e pode chegar ao quarto mês, em outubro.
Na nota, os médicos afirmam que a situação representa uma violação dos direitos da categoria e destacam que a remuneração é necessária tanto para o sustento das famílias quanto para o exercício das atividades profissionais.
Apesar dos atrasos, o corpo clínico afirma que os médicos mantiveram os atendimentos à população de forma ininterrupta durante o período. No entanto, os profissionais dizem que a falta de pagamento e o que classificam como falta de valorização por parte da gestão tornam a continuidade dos serviços insustentável.
“Exigimos a regularização imediata de todos os débitos em aberto, bem como uma postura de respeito e transparência por parte dos gestores responsáveis”, afirma o documento.
Os médicos também manifestaram preocupação com possíveis impactos na assistência à população. De acordo com a nota, a falta de pagamento pode comprometer a qualidade do atendimento médico prestado à comunidade.
Possibilidade de paralisação
O corpo clínico afirma que já foram feitas promessas anteriores para a regularização dos pagamentos, mas que elas não teriam sido cumpridas. Diante disso, os profissionais cobram uma devolutiva com prazos que sejam efetivamente cumpridos.
Caso não haja uma resposta, os médicos afirmam que poderão paralisar as atividades em todos os setores, incluindo os serviços de emergência.
Na nota, a categoria não informa uma data para uma eventual paralisação, nem detalha quantos profissionais ou serviços poderão ser afetados.
Confira a íntegra do comunicado:

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