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Após crises de raiva, criança é diagnosticada com AVC; saiba quais são os sinais de alerta

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AVC infantil
Connor foi identificado com uma alteração nos vasos sanguíneos do cérebro, que se rompeu e provocou uma hemorragia. Foto: Reprodução.

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Quando tinha 6 anos, em maio de 2025, Connor Halloran precisou ficar internado durante quase 5 meses após sofrer uma hemorragia cerebral repentina e um acidente vascular cerebral (AVC) infantil.

Segundo relato da família, tudo começou quando o menino passou a ter crises de raiva e ficar bastante emotivo, embora seus pais acreditassem que o novo comportamento era motivado pela mudança de casa e escola.

No entanto, após passar mal e ser levado ao hospital, Connor foi identificado com uma malformação arteriovenosa (MAV), que é uma alteração nos vasos sanguíneos do cérebro. Devido à alteração, um dos vasos se rompeu e provocou uma hemorragia cerebral.

Nos primeiros 27 dias de internação, Connor foi submetido a duas grandes cirurgia neurológicas, incluindo uma craniotomia de emergência (cirurgia que envolve a abertura de parte do crânio para permitir acesso ao cérebro).

O procedimento é realizado com o objetivo de salvar a vida do paciente e reduzir danos neurológicos graves. Foto: Reprodução.

Devido ao AVC infantil, Connor apresentou lesão cerebral grave e precisou reaprender coisas básicas da vida, como engolir, comer e falar. E embora as sequelas da condição tenham comprometido os movimentos do lado esquerdo do corpo do menino, ele também já voltou a ficar de pé e dar pequenos passos.

O que é uma malformação arteriovenosa

De acordo com a Sociedade Brasileira de Neurorradiologia Diagnóstica e Terapêutica (SBNR), uma malformação arteriovenosa (MAV) ocorre quando há uma comunicação direta entre uma artéria e uma veia, sem qualquer rede de amortecimento, o que acaba gerando uma grande pressão nas veias cerebrais.

Apesar de geralmente silenciosas, as MAVs podem se manifestar através de:

  • dores de cabeça;
  • crises convulsivas;
  • perda de força em um dos lados do corpo;
  • perda de visão, nas MAVs próximas às áreas da visão;
  • déficit motor, nas MAVs próximas às áreas motoras do cérebro.

AVC infantil: sinais de alerta

O AVC ocorre quando há um rompimento dos vasos responsáveis por transportarem o sangue ao cérebro, provocando uma paralisia da área cerebral que ficou sem irrigação. Ele é classificado em dois tipos: o hemorrágico e o isquêmico.

AVC HEMORRÁGICO  AVC ISQUÊMICO  

tipo raro, com altos índices de mortalidade e ocorre quando um vaso cerebral se rompe, ocasionando sangramento em alguma parte do sistema nervoso.   
tipo mais comum de AVC, ele acontece quando há uma obstrução da artéria, que impede a passagem do oxigênio para as células do cérebro.  


Embora raro, o AVC infantil acomete indivíduos com menos de 18 anos e exige atendimento imediato. Diferente do tipo que atinge os adultos, este tipo tem 25% dos casos sem origem identificada. Mas, entre aqueles que são reconhecidos como fatores para o desenvolvimento do acidente vascular cerebral estão:

  • Anemia folciforme;
  • Cardiopatia congênita ou cirurgias cardíacas;
  • Infecção pelo vírus varicela-zóster (VVZ);
  • Infecções como meningites e encefalites;
  • Tromboembolismo.

Os sinais de alerta de um AVC, tanto infantil quanto o que acomete adultos, são perda muscular, dormência, tontura e alterações de memória ou de fala. Em crianças, destacam-se também dores de cabeça de início súbito e crises epilépticas. Em recém-nascidos, também ficam em evidência a irritabilidade, a baixa sucção e a apneia do sono.

Tratamento do AVC infantil

Após sofrer um AVC infantil, muitas crianças enfrentam desafios associados as sequelas do acidente vascular. Por isso, o tratamento pós-AVC deve ser feito com neuropsicologia, cuidado com a saúde mental, reabilitação e uso de medicamentos orientados por profissional.

Segundo os pais de Connor, hoje o menino tem 7 anos e vive com uma paralisia que afeta metade do corpo. Caminhando aos poucos, ele utiliza cadeira de rodas e uma órtese articulada para dar suporte ao tornozelo e ao pé.

Connor faz terapia semanalmente e para custear os programas intensivos que buscam a melhoria dos movimentos do menino, a família criou uma campanha de arrecadação no JustGiving.

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