Um levantamento realizado pela Rede D’Or mostrou que a idade média para infarto no estado de São Paulo é de 58 anos. Esse é o perfil mais jovem entre os seis estados analisados pelo estudo, ficando pelo menos 10 anos abaixo das outras médias nacionais.
As possíveis causas levantadas para a disparidade estão relacionadas ao estilo de vida, com destaque para maior exposição à poluição e maior níveis de estresse crônico. A pesquisa foi realisada entre entre janeiro de 2025 e março de 2026 com pacientes de 59 unidades da rede hospitalar.
O que diz o estudo?
O estudo foi apresentado ao Congresso Internacional de Cardiologia Rede D’Or 2026 e reuniu dados de seis unidades federativas do Brasil: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Pernambuco, Brasília e Bahia. Totalizando uma amostra de 4.921 pacientes com suspeita de infarto.
Do total, 2.727 foram diagnosticados com angina instável (IAM), em comparação com 2.194 quadros de infarto agudo do miocárdio. Sendo que 1.455 ocorreram obstrução parcial de uma artéria coronária contra 739 com obstrução total.
A maioria dos casos atendidos estava concentrada em São Paulo com 1.482, enquanto o Rio de Janeiro, segundo maior número de pacientes, somou maior quantidade de diagnósticos confirmados. Mesmo assim, a idade média dos cariocas avaliados foi de 62 anos.
Em contrapartida, outros estados avaliados chegaram a uma média de 70 anos, como no caso de Pernambuco, 12 anos a mais que São Paulo.
A idade média em cada estado foi:
- Pernambuco: 70 anos
- Bahia: 69 anos
- Minas Gerais: 67,5 anos
- Brasília: 67 anos
- Rio de Janeiro: 62 anos
- São Paulo: 58 anos
O que explica a diferença entre São Paulo e os outros estados?

Segundo os pesquisadores, o estilo de vida relacionado aos grandes centros urbanos como estresse e maior exposição à poluição podem estar por trás dessa prevalência, inclusive potencializando outros aspectos. Já que as evidências sugerem que a poluição pode interferir no fluxo sanguíneo, caracterizando-se como um fator de risco.
Além disso, o Ministério da Saúde já reconhece que o estresse crônico favorece o desenvolvimento de condições como a diabetes, aumento da pressão arterial e outros riscos para o coração.
No entanto, é preciso lembra que as doenças cardivasculares são multifatoriais, estando relacionadas com aspectos como diabetes, tabagismo, sedentarismo, pressão e colesterol alto, entre outros. Nesse tipo de estudo realizado não é possível indentificar as causas exatamente, apenas levantar hipóteses de acordo com a literatura já reconhecida.
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