Prática e teoria estão integradas desde o início da formação no novo curso de Medicina do UniOpet, que acaba de ser lançado em Curitiba. Com duração de seis anos e carga horária de 8 mil horas, a graduação será organizada em três ciclos, que acompanham a evolução do estudante e ampliam progressivamente sua inserção nos diferentes cenários de atenção à saúde.
O primeiro ciclo concentra a formação básica e a construção dos conhecimentos fundamentais da Medicina, já integrada às experiências iniciais em ambientes de prática. Na etapa seguinte, o estudante avança para o aprofundamento da formação médica e o contato com diferentes áreas e especialidades. O terceiro ciclo corresponde ao Internato Médico, período de maior imersão na prática profissional e de consolidação dos conhecimentos, habilidades e competências desenvolvidos ao longo da graduação.

A proposta parte do princípio de que a prática não deve aparecer apenas como uma etapa posterior à aquisição do conhecimento, mas como parte do próprio processo de aprendizagem.
Desde as primeiras semanas, os alunos terão atividades integradas à comunidade e à rede de atenção à saúde, incluindo Unidades Básicas de Saúde (UBS), compreendendo os processos de saúde e adoecimento inseridos na própria comunidade.
Ao longo da formação, o estudante terá práticas em ambulatórios de especialidades e em ambientes hospitalares.
Nos dois últimos anos, essa vivência ganha ainda mais espaço. Das 8 mil horas previstas para a graduação, 2.880 serão destinadas ao Internato Médico, o equivalente a 36% de toda a carga horária.
Durante essa etapa, os futuros médicos consolidam conhecimentos, habilidades e competências profissionais em diferentes cenários de atenção à saúde.
“O curso de medicina nasce olhando para o que há de mais contemporâneo da educação médica. Uma formação voltada para o mundo do trabalho, conectada e tecnológica e que busca apoiar o aluno de medicina a ser um profissional transformador para a própria vida e para a sociedade.”, afirma Gillianno Mazzetto, CEO do UniOpet.
Simulação prepara o estudante para situações de atendimento
Antes do contato com determinadas situações assistenciais reais, parte do treinamento acontecerá no Centro de Habilidades e Simulação, composto por ambientes que reproduzem situações da rotina médica. Nesses espaços, os estudantes poderão desenvolver habilidades e realizar treinamentos em ambiente seguro, antes da atuação junto aos pacientes, incluindo práticas relacionadas ao suporte de vida, atendimentos de urgência e emergência e procedimentos essenciais ao cuidado médico.
Entre as atividades previstas está o treinamento de anamnese com pacientes simulados. Nessas experiências, os estudantes são colocados diante de situações de atendimento em que podem trabalhar desde a postura e a comunicação com o paciente até o raciocínio clínico e a condução da entrevista.
A simulação também estará presente na avaliação das competências desenvolvidas ao longo da formação. O curso prevê avaliações práticas pela metodologia OSCE (Objective Structured Clinical Examination), realizadas a partir de situações estruturadas de atendimento. Nos consultórios simulados, por exemplo, o desempenho do estudante pode ser observado desde o primeiro contato com o paciente até a realização completa do procedimento proposto.
“A simulação permite que o estudante vivencie situações clínicas em um ambiente seguro, repita procedimentos e receba feedback sobre seu desempenho antes do contato com determinadas ocorrências assistenciais reais. Mais do que reproduzir a rotina médica, ela permite transformar cada experiência em aprendizado e acompanhar o desenvolvimento das competências ao longo da formação”, explica Gillianno Mazzetto, CEO do UniOpet.
Realidade virtual, IA e tecnologia aplicada à Medicina

A tecnologia complementa essas experiências com diferentes recursos de aprendizagem. A mesa anatômica digital Atrix permite explorar conteúdos de anatomia de forma interativa, enquanto o Laboratório de Realidade Virtual amplia as possibilidades de aprendizagem por meio de experiências imersivas.
Entre as ferramentas está ainda o ecossistema de tecnologiaMedRoom, plataforma de simulação imersiva voltada ao estudo de anatomia, histologia e raciocínio clínico. A estrutura conta também com simuladores de média e alta fidelidade e ferramentas de inteligência artificial aplicada à saúde.
O contato com a tecnologia, no entanto, não estará restrito às ferramentas de ensino. O curso também prevê a preparação dos estudantes para incorporar novas tecnologias à própria prática profissional, com recursos relacionados à telemedicina, inteligência artificial e aproximação com o ecossistema de inovação e healthtechs. A proposta é formar médicos capazes de compreender e utilizar essas ferramentas como parte de sua atuação profissional.
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Estudante no centro da formação

A proposta pedagógica combina diferentes metodologias de ensino conforme as competências que precisam ser desenvolvidas ao longo da graduação. Entre as estratégias adotadas estão a Aprendizagem Baseada em Problemas (PBL), a Aprendizagem Baseada em Equipes (TBL), a Metodologia da Problematização com uso do Arco de Maguerez, a simulação realística, o role-play, a Aprendizagem Baseada em Projetos (ABP) e os Projetos Integradores Extensionistas.
Na prática, essas metodologias colocam o estudante em uma posição ativa no processo de aprendizagem. Situações-problema são utilizadas como ponto de partida para a construção do conhecimento e podem ser discutidas e solucionadas de forma colaborativa. Cenários da própria rotina médica, como a relação entre médico e paciente, também são reproduzidos para desenvolver habilidades de comunicação, tomada de decisão e reflexão sobre comportamentos e condutas profissionais.
Essa autonomia é desenvolvida também por meio do acompanhamento individualizado, que permite ao corpo docente monitorar a evolução acadêmica, identificar dificuldades e apoiar o estudante ao longo da formação. O curso também aborda gestão de carreira e empreendedorismo, considerando possibilidades de atuação nos sistemas público e privado, especialização, pesquisa e inovação. A experiência acadêmica pode ser ampliada por meio de mobilidade nacional e internacional, com a realização de cursos, estágios e pesquisas em outras instituições.
“O objetivo é que o estudante desenvolva autonomia de forma progressiva, mas sempre acompanhado ao longo desse processo. Isso envolve aprender a buscar informações, discutir possibilidades, construir hipóteses e fundamentar suas decisões. Na Medicina, essa capacidade é especialmente importante porque a formação não termina na graduação: o profissional continuará aprendendo durante toda a sua trajetória”, afirma Mazzetto.
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Primeira turma começa em novembro
A primeira turma terá 60 vagas, com aulas presenciais no Campus Rebouças, em Curitiba, a partir de 16 de novembro de 2026.
As inscrições para o vestibular seguem até 20 de outubro e a prova será realizada presencialmente no dia 24, às 14h (horário de Brasília), sob organização da EconRio.
Serviço – Vestibular de Medicina UniOpet
| Informação | Detalhes |
| Vagas | 60 |
| Modalidade | Presencial |
| Duração | 12 semestres (6 anos) |
| Carga horária | 8.000 horas |
| Inscrições | Até 20 de outubro de 2026 |
| Banca responsável | EconRio |
| Data da prova | 24 de outubro de 2026 |
| Horário da prova | 14h (horário de Brasília) |
| Formato da prova | Presencial |
| Início das aulas | 16 de novembro de 2026 |
Texto por: Assessoria UniOpet






























