O Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, utilizou sua conta na rede social X (antigo Twitter) para dizer que o governo federal pretende aumentar o valor da bolsa residência, assim como o número de vagas ofertadas. A manifestação aconteceu em decorrência de um questionamento feito por um usuário da rede social.
Na plataforma, outros perfis também se manifestaram a favor do reajuste da bolsa, mas criticaram o aumento da oferta de vagas. Alguns, preocupados com a superlotação das residências, outros questionando sobre a melhora dos campos já existentes para a prática.
No entanto, apesar da declaração, o valor do reajuste não foi definido pelo Ministro.
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Legenda: Manifestações dos usuários após a declaração do Ministro. Foto: Reprodução X.
Quanto vale a bolsa residência hoje?
Desde 2022, determinado pela publicação da Portaria Interministerial Nº 9/2021, os médicos residentes (e também os residentes em área profissional da saúde) recebem, como valor mínimo da bolsa, R$4.106,09. Antes disso, os profissionais recebiam cerca de R$3.300 durante a especialização.
Após mais de quatro anos, o valor da bolsa segue congelado, mesmo com os reajustes anuais em outros segmentos do país, o que motiva o debate dos residentes sobre valorização.
Projetos no Senado para reajuste da bolsa
Existem dois Projetos de Lei (PL) que preevem o aumento anual da bolsa residência e atualmente estão em tramitação no Senado: o PL 1.800/2026, do senador Rogério Carvalho (PT-SE), e o PL 1.809/2026, da senadora Roberta Acioly (Republicanos-RR).
O PL do senador Rogério Carvalho (PT-SE) visa aumentar a bolsa do médico-residente para R$7.500,00 mensais, ainda no regime de treinamento de até 60 horas semanais. De acordo com o senador, o valor ainda encontra-se abaixo do esperado e a proposta é corrigir periodicamente a bolsa com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
Já o PL da senadora Roberta Acioly (Republicanos-RR) prevê o aumento da bolsa dos médicos residentes para R$8.105,00 mensais, também seguindo o regime de até 60 horas semanais. A proposta da senadora é reajustar o valor anualmente com base na inflação oficial. Além disso, também permite que estados, municípios ou instituições complementem esse valor, caso assim desejarem.
No entanto, de acordo com Roberta Acioly, o valor proposto ainda não é o ideal, visto as exigências da atividade.
Os dois projetos foram apresentados em abril de 2026 e, até o presente momento dessa matéria, ainda aguardam despacho para análise nas comissões temáticas do Senado.
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