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Sarampo nas Américas atinge maior número de casos em 22 anos

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Sarampo nas américas
Continente registra 47.459 casos e 44 mortes em 2026.

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A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) alertou que a Região das Américas registrou, até a semana epidemiológica (SE) 28 de 2026, o maior número de casos confirmados de sarampo dos últimos 22 anos. Segundo o novo alerta epidemiológico publicado em 7 de agosto, foram 47.459 casos confirmados e 44 mortes em 16 países e um território, mais que o triplo de todo o ano de 2025, quando houve 15.011 casos.

A OPAS pediu que os países reforcem, com prioridade, a vigilância de novos casos, a vacinação e a resposta rápida diante de suspeitas da doença. A recomendação ocorre em um cenário de aumento global dos casos e de intensa circulação de pessoas, especialmente durante viagens internacionais e grandes eventos.

Segundo a entidade, o risco para a saúde pública nas Américas permanece muito alto devido à persistência dos surtos, às lacunas na vacinação e ao número elevado de pessoas suscetíveis à doença.

De acordo com a organização, Guatemala, México, Estados Unidos e Peru concentram 95% dos casos confirmados neste ano.

A tabela a seguir reúne os 10 países da Região das Américas com maior número de casos confirmados de sarampo em 2026, considerando os dados disponíveis até aSemana SE 28 de 2026. O ranking mostra que a Guatemala, o México, o Estados Unidos e o Peru concentram 95% dos casos confirmados neste ano.

Como está o cenário no Brasil atualmente

Até o momento, o Brasil já registrou 24 casos de sarampo em 2026. Desse total, 23 foram registrados no estado de São Paulo e um no Rio de Janeiro. Segundo o Ministério da Saúde, os casos estão relacionados à importação do vírus.

O ministério ainda informou que três casos foram encerrados sem risco de disseminação, enquanto 21 permanecem em acompanhamento no estado de São Paulo: um em Guarulhos, dois em São Bernardo do Campo e 18 na capital paulista.

Governo liga alerta para vacinação nos municípios paulistanos

Diante da identificação de casos em São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo, o Ministério da Saúde recomendou a vacinação seletiva e a intensificação da imunização para a população de 6 meses a 59 anos nessas localidades, independentemente do histórico vacinal, como estratégia para interromper possíveis cadeias de transmissão.

A orientação inclui a chamada “dose zero” para crianças de 6 a 11 meses, que não substitui as doses de rotina previstas no calendário nacional aos 12 e aos 15 meses. Já para as demais idades, a necessidade de vacinação é verificada pelos profissionais de saúde de acordo com a idade e o histórico vacinal. 

O que a OPAS recomenda a viajantes e profissionais de saúde

A OPAS orientou que viajantes a partir de 6 meses de idade, sem comprovante de vacinação com duas doses ou sem evidência de imunidade, recebam uma dose da vacina contra sarampo e rubéola preferencialmente duas semanas antes de viajar para áreas com transmissão documentada.

Para crianças de 6 a 11 meses, a dose administrada antes de viajar não substitui a primeira dose do esquema regular.

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