O Senado Federal abriu uma consulta pública sobre o Projeto de Lei nº 1.800/2026, de autoria do senador Rogério Carvalho (PT-SE), que propõe elevar o valor da bolsa paga aos médicos residentes para R$ 7.500,00.
A votação ocorre enquanto a proposta tramita no Senado e tem como objetivo ouvir a opinião da população sobre a medida, que busca valorizar a formação médica especializada e reduzir a defasagem da bolsa diante da inflação acumulada nos últimos anos.
Como está a votação?
Até o momento, a consulta pública registra ampla maioria favorável ao projeto. Já são mais de 40 mil votos a favor e 89 contrários.
A consulta pública do Senado permite que qualquer pessoa cadastrada no portal e-Cidadania manifeste sua opinião sobre projetos em tramitação. Cada usuário pode votar apenas uma vez, e o voto não pode ser alterado ou retirado após a confirmação.
Embora o resultado da consulta não obrigue os senadores a seguirem a opinião registrada, os dados são públicos e podem ser acompanhados por parlamentares, assessores e pela sociedade.
Sobre o PL 1.800/2026

O PL 1.800/2026 altera a Lei nº 6.932/1981, que regulamenta a residência médica no Brasil. A proposta estabelece que a bolsa do médico residente passe a ser de R$ 7.500,00 mensais, mantendo o regime especial de treinamento em serviço de até 60 horas semanais.
Além do aumento, o texto prevê que o valor da bolsa seja reajustado todos os anos, no mês de janeiro, com base na variação acumulada do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medido pelo IBGE. O objetivo é evitar que a remuneração volte a ser corroída pela inflação.
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Bolsa residência
Atualmente, o valor da bolsa de residência médica é de R$ 4.106,09. Na justificativa do projeto, o senador Rogério Carvalho argumenta que a remuneração está defasada em relação ao custo de vida e à inflação acumulada desde 2011, quando a Lei nº 12.514 fixou a bolsa em R$ 4.106,09.
Segundo o texto, a residência médica é uma etapa essencial na formação de especialistas no país, mas exige dos profissionais uma rotina intensa, com carga horária que pode chegar a 60 horas semanais e plantões de até 24 horas.
A proposta aponta ainda que a desvalorização da bolsa pode contribuir para o abandono de programas de residência, especialmente em especialidades menos valorizadas no mercado privado, além de dificultar a permanência de médicos em regiões vulneráveis e com maior necessidade de especialistas.
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