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Adoecimento mental atinge 97% de servidores da Educação e 81% da Saúde

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Pesquisa aponta cenário preocupante de saúde física e mental de servidores da educação e da saúde em São Paulo.

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Uma pesquisa divulgada na última terça-feira (5) revelou um cenário preocupante entre servidores públicos das áreas de Educação e Saúde no estado de São Paulo.

O levantamento, realizado pelo Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), aponta que a maior parte dos profissionais relaciona problemas de saúde às condições enfrentadas no ambiente de trabalho.

De acordo com os dados, 97,6% dos trabalhadores da Educação entrevistados afirmou já ter desenvolvido algum tipo de sofrimento emocional associado à rotina profissional.

Na área da Saúde, o índice também chama atenção e atinge 81,1% dos participantes da pesquisa.

Entre os principais sintomas relatados pelos trabalhadores estão: ansiedade, síndrome do pânico, depressão e distúrbios do sono.

Sintomas de adoecimento mental

Servidores da Educação:

  • Ansiedade e síndrome do pânico: 41%
  • Distúrbios do sono ou insônia: 33,5%
  • Depressão: 29,8%
  • Afastamento por adoecimento mental: 24,8%

Servidores da Saúde:

  • Insônia: 31,9%
  • Ansiedade e síndrome do pânico: 29,4%
  • Depressão: 25,2%
  • Afastamento por adoecimento mental: 16%
Grande maioria dos servidores da educação associa sofrimento emocional à rotina profissional. (Imagem: Reprodução)

Adoecimento físico também é realidade

Além dos impactos emocionais, os entrevistados relataram consequências físicas decorrentes da rotina de trabalho.

Dores musculares, enxaquecas, problemas vasculares e lesões por esforço repetitivo estão entre as principais queixas apontadas pelos servidores.

Na Educação, 80,2% dos profissionais apontam que os problemas de saúde estão ligados à rotina de trabalho, e 60,3% já precisaram se afastar em algum momento.

Na Saúde, 72,3% dos trabalhadores também associam adoecimento físico ao trabalho, além de 54,5% relatam afastamentos.

Sintomas de adoecimento físico

Servidores da Educação:

  • Dores nas costas, pernas, pescoço e hérnias: 80,2%
  • Dores de cabeça ou enxaqueca: 60,3%
  • Dor em membros superiores, tendinite e LER/DORT: 41,0%
  • Afastamento por adoecimento físico: 33,5%

Servidores da Saúde:

  • Dores nas costas, pernas, pescoço e hérnias: 72,3%
  • Problemas cardíacos e vasculares: 54,5%
  • Dor em membros superiores, tendinite e LER/DORT: 29,4%
  • Afastamento por adoecimento físico: 31,9%
Grande parte servidores também associa surgimento de problemas de saúde física à rotina de trabalho. (Imagem: Reprodução)

O levantamento também destaca a percepção dos trabalhadores sobre mudanças na organização do serviço público, como aumento da sobrecarga, pressão constante e desgaste físico e mental acumulado ao longo dos anos.

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