Estudantes da graduação de Medicina da Faculdade do Pantanal (Fapan) enviaram um relato ao portal Folha 5 denunciando a instituição por pressão e ampliação de cobranças após nota baixa (conceito 1) no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) 2025.
Segundo informações, a denúncia foi enviada por alunos que declararam estudar em um cenário de insegurança e sobrecarga, com elaboração de avaliações com erros, padronização sem considerar as realidades distintas e mudanças repentinas nos critérios de avaliação.
Denúncia à avaliação da Fapan
Um dos principais pontos abordados na denúncia foi sobre o aumento de cobranças feitas pelo curso. Como, por exemplo, as mudanças nos critérios de avaliação, onde estudantes recebiam o resultado das provas durante a madrugada e eram informados da prova final com realização prevista para a manhã do mesmo dia.
Ainda quanto às avaliações, os estudantes relataram que as provas eram aplicadas com padrão nacional, sem levar em consideração a realidade e estrutura hospitalar das diferentes unidades de ensino. Além disso, diversas provas foram percebidas com erros e possibilidade de dupla interpretação pelos estudantes.
No que diz respeito aos recursos de ensino, foi relatado que estes estavam tendo acesso negados aos estudantes.
Isolamento dos estudantes
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Além das questões envolvendo as provas, um caso específico chamou a atenção. Segundo a denúncia, no dia 12 de junho desse ano os estudantes participaram de uma avaliação prática com duração de 9 horas (das 8h até 17h) em regime de isolamento.
Não podiam mexer no celular, ter contato com o ambiente externo e tinham limitações quanto à alimentação. Estudantes relataram exaustão física, ansiedade, mal-estar e fome.
Aumento das mensalidades não condiz com ensino
Outro tópico levantado no documento foi quanto ao valor das mensalidades. Enquanto o valor segue aumentando, as percepções dos estudantes sobre a estrutura, ensino ou condições para formação não condiz com a mensalidade paga.
Por sua vez, o questionamento dos estudantes parte da necessidade de condições justas para a graduação. De acordo com o documento, eles não desejam facilidade no processo, mas contesta se a proporção da qualidade do ensino acompanha as pressões oferecidas.
A MEM entrou em contato com a assessoria da faculdade, mas até o momento da publicação dessa matéria não houve retorno sobre o assunto. Fica aqui o espaço aberto para resposta.
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