Passar horas sentado ouvindo um professor explicar e anotando o conteúdo já não é a única realidade dos estudantes de Medicina. Em muitas faculdades, as aulas têm dado espaço aos chamados métodos ativos de ensino. É o caso do Centro Universitário Tabosa de Almeida (Asces-Unita), em Caruaru, no Agreste de Pernambuco.
A instituição adotou as metodologias Team-Based Learning (TBL) e o Problem-Based Learning (PBL). Nessas abordagens, o estudante deixa de ser apenas ouvinte e passa a ter participação mais ativa nas aulas.
“São formas de ensinar que têm demonstrado ser mais efetivas na construção do conhecimento do que os métodos tradicionais, que são baseados na exposição e na repetição”, explica a professora da Asces-Unita, Renata Vasconcelos.
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O que muda na prática?
Com esses métodos, a principal mudança está na dinâmica das aulas. O aluno é desafiado a buscar as respostas e desenvolver habilidades necessárias para o exercício da profissão.
Para o estudante Rivaldo Rodrigues, do terceiro período de Medicina da Asces-Unita, esse modelo exige adaptação.
“A princípio, isso é desafiador, porque, diferente do que acontece no colégio, em que o professor ministra as aulas de forma contínua e sem outro tipo de abordagem, somos nós que precisamos buscar maneiras de estudar os diferentes conteúdos das diversas matérias ao longo do curso”, conta.
Com o tempo, segundo ele, a adaptação acontece de forma natural e o processo de aprendizagem se torna mais claro. “Hoje, consigo encarar com um novo olhar, com mais compreensão e mais facilidade para aprender”, relata.
Qual a diferença entre TBL e PBL?
Os dois métodos funcionam de maneiras diferentes. No TBL, o professor define um tema e os alunos estudam em casa antes da aula. Em sala, formam equipes e trabalham juntos para aprofundar o conteúdo. É como se a “lição de casa” viesse antes e a aula fosse usada para aplicar o que foi estudado. Segundo a professora Renata, a metodologia é aplicada em grupos maiores.
Já no PBL, o aprendizado começa com um caso clínico ou uma situação-problema semelhante aos desafios encontrados na prática médica. A partir desse caso, os estudantes identificam quais conteúdos precisam estudar e discutem o tema em pequenos grupos orientados por um tutor.
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Benefícios das metodologias
De acordo com a professora Renata, os estudos confirmam que as duas metodologias promovem “maior engajamento dos estudantes, desenvolvimento do raciocínio clínico e pensamento crítico, maior responsabilização individual, feedback imediato, melhoria do trabalho em equipe e melhor retenção do conteúdo”.
Esses resultados também são percebidos pelos próprios universitários. “Os métodos colocam nós, alunos, como protagonistas na construção do nosso próprio conhecimento, levando-nos a discussões em grandes e, principalmente, em pequenos grupos”, conclui Rivaldo.



























