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Piso de R$ 13,6 mil para médicos avança no Senado após análise das emendas

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piso salarial dos médicos
Parecer da comissão foi favorável à Emenda nº 4 e contrário às Emendas nº 5, 6 e 7.

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A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado aprovou, nesta terça-feira (1º), o relatório que analisa as emendas apresentadas ao projeto que cria um novo piso salarial para médicos e cirurgiões-dentistas. O texto prevê remuneração mínima de R$ 13.662 para uma jornada de 20 horas semanais.

A proposta já havia sido aprovada pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS), mas um recurso apresentado pelo senador Jaques Wagner (PT-BA), com apoio de outros parlamentares, impediu que o texto seguisse diretamente para a Câmara dos Deputados.

Com o recurso, a matéria voltou ao Plenário do Senado e recebeu quatro emendas da senadora Teresa Leitão (PT-PE). Ao analisar as alterações, a CAE aprovou o relatório do senador Nelsinho Trad (PSD-MS), que foi favorável à Emenda nº 4 e contrário às Emendas nº 5, 6 e 7.

Sobre o projeto

De autoria da senadora Daniella Ribeiro (PSD-PB), o PL 1.365/2022 altera a Lei nº 3.999/1961, que estabelece regras relacionadas à remuneração de médicos e cirurgiões-dentistas.

O texto aprovado nas comissões prevê o aumento do piso salarial de R$ 3.636 para R$ 13.662, considerando uma jornada de 20 horas semanais.

A proposta também estabelece adicional de 50% para horas extras e para o trabalho noturno. Além disso, mantém a previsão de uma pausa de 10 minutos a cada 90 minutos de trabalho.

Relator da Comissão de Assuntos Sociais (CAS), Fernando Dueire. Imagem: Saulo Cruz/ Agência Senado.

Emenda aprovada

As propostas tratam principalmente da forma de implementação do piso, da aplicação da regra aos servidores públicos, do reajuste anual e do financiamento das despesas geradas pela medida.

Emenda 4: piso seria implementado de forma escalonada

A Emenda nº 4 propõe que o piso de R$ 13.662 não seja aplicado integralmente de forma imediata.

Pela proposta, a implementação ocorreria em três etapas:

  • 40% do valor nominal do piso a partir de 1º de janeiro do exercício financeiro seguinte ao da publicação da lei;
  • 70% a partir de 1º de janeiro do segundo exercício financeiro subsequente;
  • 100% a partir de 1º de janeiro do terceiro exercício financeiro subsequente.


A justificativa apresentada é reduzir o impacto fiscal imediato da medida sobre a União e os demais entes públicos.

Próximos passos

Com a aprovação do relatório pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS), o projeto avança para a próxima etapa de tramitação no Senado.

A CAS manteve a Emenda nº 4, que estabelece a implantação escalonada do piso de R$ 13.662 em três anos, e rejeitou as Emendas nº 5, 6 e 7. Dessa forma, o texto mantém a previsão de aplicação do piso aos servidores estatutários, o reajuste pelo IPCA para os vínculos de emprego e a compensação da União aos estados, ao Distrito Federal e aos municípios pelos gastos adicionais decorrentes da medida.

A CAS também aprovou requerimento de urgência para a proposta. O próximo passo é a análise do projeto pelo Plenário do Senado.

Se o texto for aprovado pelos senadores, a proposta seguirá para a Câmara dos Deputados, onde ainda precisará passar por nova análise. Caso seja aprovada nas duas Casas, poderá ser encaminhada para sanção presidencial.

Até a conclusão dessas etapas e a eventual sanção e publicação da lei, o piso de R$ 13.662 não está em vigor e não representa uma remuneração mínima obrigatória para médicos e cirurgiões-dentistas.

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