O Ministério da Saúde deve destinar mais de R$ 800 milhões no orçamento de 2027 para reajustar as bolsas de residentes da área da saúde. A medida, informada pela Folha de S.Paulo, deve beneficiar residentes médicos e de outras áreas profissionais, além de médicos do programa Mais Médicos que estão em formação na Atenção Primária à Saúde.
Segundo a pasta, o objetivo é ampliar a presença de profissionais qualificados em regiões e especialidades que enfrentam dificuldades para atrair e manter médicos. Entre os profissionais que podem ser contemplados estão enfermeiros, nutricionistas e fisioterapeutas.
Ministro confirmou aumento na bolsa para residentes médicos
No início de setembro, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou em uma publicação na rede social X que o governo federal pretende aumentar o valor da bolsa de residência e ampliar o número de vagas.
A declaração ocorreu em resposta a um questionamento de um usuário da plataforma. Até o momento da declaração, porém, o ministro não havia informado qual seria o percentual ou o novo valor da bolsa.
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Atualmente, os residentes médicos recebem bolsa de R$ 4.106,09, valor estabelecido em 2022 pela Portaria Interministerial nº 9/2021. O benefício é destinado a médicos residentes e também a residentes em área profissional da saúde.
Projetos em tramitação no Senado
Enquanto o governo federal discute um novo valor para as bolsas, dois projetos apresentados em 2026 propõem mudanças na remuneração dos médicos residentes.
O PL 1.800/2026, do senador Rogério Carvalho (PT-SE), prevê bolsa de R$ 7.500 e reajuste anual pelo IPCA. Já o PL 1.809/2026, da senadora Roberta Acioly (Republicanos-RR), propõe o valor de R$ 8.105, também com atualização anual pela inflação.
As duas propostas alteram a Lei nº 6.932/1981, que regulamenta a residência médica. O projeto de Roberta Acioly também permite que estados, municípios e instituições complementem o valor da bolsa.




























