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Nova York declara estado de emergência após surto de sarampo; Brasil intensifica ações de vacinação

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Declaração foi emitida por governadora do estado após aumento drástico no número de casos em áreas rurais. Foto: Shannon Stapleton/Reuters.

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A governadora do estado de Nova York, Kathy Hochul, declarou na última segunda-feira (5) estado de emergência após aumento drástico de casos de sarampo em áreas rurais. Essa foi a primeira declaração após o crescimento dos casos desde 2025.

Somente neste ano, o estado registrou 108 casos de sarampo em comunidades rurais com baixa cobertura vacinal; 92 deles registrados a partir de 15 julho. Nos Estados Unidos, de forma geral, foram registrados quase 4 mil casos em 47 estados.

Segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), as regiões das Américas vem registrando transmissões persistentes e o número atual de casos é o maior em mais de duas décadas.

Diante do surto, o estado de Nova York ampliou o número de profissionais de saúde autorizados a manipular vacinas contra sarampo, caxumba e rubéola. O decreto permite que enfermeiros registrados solicitem exames para suspeita de sarampo e que farmacêuticos vacinem crianças a partir dos dois anos de idade, após consentimento do paciente ou do responsável legal.

A declaração segue em vigor até 4 de novembro.

Surto também é registrado na Pensilvânia

A Pensilvânia, estado vizinho a Nova York, também está enfrentando um aumento de casos de sarampo . Até 2 de outubro, 977 casos e 5 mortes já tinham sido confirmados, especialmente em condados rurais que fazem fronteira com Nova York.

Em agosto desse ano, o Condado de Lancaster, no estado da Pensilvânia, havia confirmado dois óbitos por sarampo após 35 anos sem registro da doença.

O sarampo é considerada uma das doenças mais contagiosas do mundo. Foto: Reprodução.

Eliminação do sarampo

A transmissão de sarampo já havia sido eliminada dos Estados Unidos em 2000, há 26 anos, devido a alta cobertura vacinal com duas doses da vacina tríplice viral, sendo a primeira dose administrada ainda entre os 12 e 15 meses de idade.

Com a nova disseminação, especialistas afirmam que o país passa pelo pior surto desde 1991, quando tribunais tiveram que intervir para imunizar crianças devido a hesitação dos pais em relação às vacinas. Naquela época, na Filadélfia, 9 crianças morreram de sarampo.

Antivacinação

Apesar de existirem comprovações científicas de que a vacinação é segura e eficaz, há uma parte da população que acredita que alguns fatores como condições neurológicas ou morte podem surgir em decorrência da aplicação de vacinas.

Um desses, aliás, é o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que chegou a assinar uma ordem em agosto reformulando o calendário de vacinação infantil e interrompendo a tríplice viral.

De forma semelhante ao pensamento do presidente americano, o brasileiro e ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL), que mora nos EUA, também se propõe a um discurso negativo em relação às vacinas. Em agosto, o ex-deputado publicou um vídeo após ter assinado uma declaração isentando sua filha da obrigatoriedade de tomar vacinas.

Segundo informações do MS, 1 a 3 a cada 1000 crianças doentes podem morrer por complicações da doença. Foto: Matheus Oliveira/ Agência Saúde – DF.

Brasil intensifica vacinação

No Brasil, no entanto, o Ministério da Saúde (MS) intensificou ações contra o sarampo após o avanço da doença. Até 5 de outubro, o país tinha registrado 52 casos: 41 em São Paulo, 10 no amazonas e 1 no Rio de Janeiro.

Nessas regiões, de acordo com o MS, a campanha de vacinação foi intensificada. Somente em 2026, mais de 3,8 milhões de doses foram aplicadas em São Paulo e cerca de 192 mil no Amazonas.

Segundo as Estimativas OMS-Unicef de Cobertura Vacinal Nacional (WUENIC), o Brasil terminou 2025 com apenas 50 mil crianças consideradas zero-dose (que não receberam nenhuma dose da vacina tríplice bacteriana infantil). E, apesar do número baixo em comparação com os anos anteriores (255 mil em 2024; 360 mil em 2023), o país mantém a busca ativa para inclui-las na vacinação.

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