Milhares de brasileiros convivem diariamente com a Doença Renal Crônica (DRC), que avança silenciosamente pelo Brasil, com uma estimativa de cerca de 10% da população adulta com algum grau da doença. Entre os principais fatores responsáveis pelo surgimento está a diabetes e a hipertensão, mas um outro também vem ganhando espaço na discussão: a obesidade.
Responsáveis por filtrar o sangue, eliminar toxinas, ajudar na produção de hormônios, regular a pressão arterial e controlar o equilíbrio de líquidos e minerais, os rins atuam diariamente para manter o organismo em equilíbrio.
E, apesar de todas essas funções, quando acometido pela DRC, o diagnóstico tende a passar despercebido durante algum tempo. Isso porque a doença pode ser silenciosa, só mostrando os primeiros sinais quando alguma parte dos rins já está comprometida.
Pacientes em Terapia Renal Substitutiva
Dados do Observatório DATASUS, que monitorou a DRC e as terapias dialíticas no Sistema Único de Sáude (SUS), mostraram que no período de janeiro a julho de 2025, 155.428 pacientes estavam em terapia renal substitutiva (TRS). Desses, 149.002 em hemodiálise e 6.426 em diálise peritoneal.
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Principais fatores de risco da Doença Crônica Renal
Embora a diabetes e a hipertensão sejam os principais fatores de risco da doença, também existem outros tão importantes quanto:
- Idosos;
- Obesidade;
- Pessoas com histórico de doença do aparelho circulatório (doença coronariana, acidente vascular cerebral, doença vascular periférica, insuficiência cardíaca);
- Histórico de Doença Crônica Renal na família;
- Tabagismo;
- Uso de agentes nefrotóxicos, substncias que causam danos estruturais ou funcionais aos rins.
Obesidade: fator diretamente associado ao comprometimento dos rins
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Além de aumentar as chances de desenvolver diabetes e hipertensão, a obesidade também tem sido apontada como um dos fatores mais importantes para o desenvolvimento da Doença Renal Crônica, especialmente em adultos.
Segundo um artigo publicado no períodico Brazilian Journal of Nephrology (BJN), o sobrepeso e a obesidade estão associados a alterações renais, como aumento do peso renal, aumento da Taxa de Filtração Glomerular (TFG), nefropatia diabética e nefrosclerose hipertensiva.
Prevenção de Doença Renal Crônica
A principal prevenção está diretamente associada ao estilo de vida das pessoas. Por isso, é importante manter uma rotina de exercícios, peso saudável, alimentação equilibrada e realizar exames períodicos para monitorar as chances de aparecimento.
Além disso, quando diagnosticado precocemente, os avanços no tratamento da doença renal podem ser capazes de retardar a progressão e reduzir o risco de passar por uma alternativa de terapia renal substitutiva.
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