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Câncer liderou as causas de morte no Brasil em 2025

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Acesso intravenoso no braço do paciente
Para os próximos anos, a estimativa do INCA é de que surjam cerca de 781 mil novos casos de câncer por ano no país. Foto: Reprodução.

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Segundo dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, o câncer foi a principal causa de morte no Brasil em 2025, com 269.404 óbitos registrados. Em comparação com 2020, que finalizou o ano com 229.300 mil mortes, o aumento de mortes causadas por câncer foi de 40.104 nos cinco anos posteriores.

Dados: Sistema de Informações sobre Mortalidade.

Depois do câncer, as doenças isquêmicas do coração aparecem como a segunda maior causa de morte, com quase 117 mil mortes, seguida pelas cerebrovasculares com cerca de 106 mil. Também elencam essa lista a penumonia, com cerca de 100 mil, e outras doenças cardíacas que, juntas, somaram mais de 84 mil mortes.

Outras fatalidades também envolvem:

  • Diabetes: 72.151 mortes
  • Doenças hipertensivas: 65.799 mortes
  • Doenças crônicas de vias aéreas inferiores: 57.436 mortes
  • Acidentes de transporte: 37.954 mortes
  • Homicídios: 35.231

Crescimento de morte por pneunomia

Outra doença que também vem crescendo como causa de morte é a pneumonia, que entre 2020 e 2025 aumentou em cerca de 33 mil o número de mortes pela doença, uma representação de 49,6%.

No entanto, o número representado em 2020, de acordo com a pneumologista e especialista em infecções respiratórias, Marcela Costa, deve ser analisado isoladamente, visto que a pandemia transformou o ano. As medidas de isolamento, distanciamento e a circulação de outros vírus e bactérias, deixou a pneumonia com baixos números registrados.

Esse é um ponto que, de acordo com a especialista, deve ser levado em consideração na análise do aumento dos casos. Outro fato que pode contribuir é o envelhecimento da população e a queda na cobertura vacinal pneumocócica, que, segundo o Conselho Federal de Medicina (CFM), teve a pior cobertura, com exceção do ano de implementação, em 2021, com 71,5%.

“Hoje temos mais pessoas vulneráveis, mais vírus circulando e menos gente vacinada. Não há indícios de que a pneumonia em si tenha se tornado mais agressiva”, afirma a especialista.

Como se prevenir

Entre as principais orientações para prevenção está a vacinação e a busca precoce por atendimento. Assim que os primeiros sintomas aparecerem, o essencial é procurar por um especialista para orientação e tratamento.

De forma semelhante, evitar automedicação e controlar as doenças crônicas para evitar complicações são essenciais para a prenvenção da pneumonia.

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