A gripe está causando preocupação na população Centro-Oeste do país. Até a décima quarta semana epidemiológica, entre 5 e 11 de abril, o Distrito Federal registrou 1.627 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) entre moradores da capital. Entre esses casos, 67 foram causados pelo vírus da gripe, e seis pelo subtipo conhecido como Gripe K, uma variante do Influenza A (H3N2).
A situação ganhou gravidade após a morte de um adolescente de 17 anos no DF em decorrência da doença. O estado vizinho, Goiás, decretou emergência de saúde pública e já contabiliza 115 óbitos pela SRAG.
O que é a Gripe K
A Gripe K é o nome popular dado ao subclado K do vírus Influenza A (H3N2), uma das cepas responsáveis pela gripe sazonal. O surgimento de novas variantes é um fenômeno natural e esperado no comportamento dos vírus respiratórios, e ocorre todos os anos.
A variante K apresenta predominância na América do Sul em 2026 e já foi confirmada no DF. Apesar do alerta, as autoridades de saúde indicam que, até o momento, não há evidências de aumento da gravidade dos casos, nem de redução da eficácia das vacinas disponíveis.
Sintomas da Gripe K
Os sintomas da Gripe K seguem o padrão da gripe comum, com algumas manifestações adicionais. Os principais são febre, tosse, dor de garganta, dores musculares, dor de cabeça, nariz escorrendo e calafrios.
Em alguns casos, os pacientes também podem apresentar diarreia, vômito, rouquidão e olhos avermelhados e lacrimejantes. Qualquer pessoa com esses sintomas deve evitar contato com outras pessoas e usar máscara imediatamente, inclusive dentro de casa.
Distrito Federal em alerta
Além dos casos registrados na capital, a proximidade com Goiás aumenta o risco de expansão da doença. Com fronteiras integradas e circulação viral em alta em todo o Centro-Oeste, o avanço da SRAG no estado vizinho pressiona o sistema de saúde do DF.
Um dos fatores mais preocupantes é a baixa cobertura vacinal. A campanha de imunização contra a influenza no DF teve início em 25 de março e já aplicou mais de 100 mil doses, mas os índices seguem muito abaixo da meta de 90%. Apenas 23% dos idosos se vacinaram, 19,5% das gestantes e somente 10% das crianças de 6 meses a menores de 6 anos receberam a dose.
No Brasil, a cobertura vacinal nos grupos prioritários está em 16,92%, percentual insuficiente para conter a circulação viral na população mais vulnerável a complicações.
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Prevenção
As medidas de prevenção seguem as mesmas recomendadas para qualquer vírus respiratório. As principais são manter a vacinação em dia, higienizar as mãos com frequência, evitar locais fechados e cheios, usar máscara ao apresentar qualquer sintoma gripal e evitar contato com pessoas contaminadas.
A vacinação continua sendo a estratégia mais eficaz para prevenir casos graves, reduzir internações e diminuir mortes por gripe.
Vacinação gratuita
A Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza começou no dia 28 de março, nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste. Os grupos prioritários definidos foram crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes e idosos com 60 anos ou mais, além de outros grupos especiais como indígenas e pessoas com comorbidades.
Com o objetivo de ampliar o alcance da ação, 10 milhões de mensagens foram enviadas pelo Governo por aplicativos de comunicação. Paralelamente, 15,7 milhões de doses já foram distribuídas pelo Ministério da Saúde, e estados e municípios foram orientados a intensificar as ações desde o primeiro mês da campanha.
Para que a imunização seja recebida, basta que o público recomendado procure a unidade de saúde mais próxima antes do período de maior circulação do vírus. Na Região Norte, a campanha será realizada no segundo semestre, devido à sazonalidade da doença.
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