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Paraguai suspende venda de produtos Ypê após alerta sanitário e decisão gera críticas de brasileiros

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Consumidores relatam preocupação, enquanto brasileiros que vivem no país acusam Anvisa de politização.

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A Direção Nacional de Vigilância Sanitária do Paraguai (Dinavisa) anunciou nesta quarta-feira (13) a suspensão imediata da venda e do uso de uma série de produtos das marcas Ypê e Tixan, fabricados no Brasil. A medida segue o alerta emitido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) sobre risco de contaminação microbiológica em lotes específicos.

A publicação, que orienta consumidores a não utilizarem os itens e determina a retirada imediata das prateleiras, acabou tomada por comentários de brasileiros que vivem no Paraguai. Muitos acusam a agência brasileira de agir por motivação política e pedem que o governo paraguaio “não entre na mesma onda”.

Dinavisa divulga alerta sanitário em suas redes sociais. (Imagem: Reprodução)

Brasileiros reagem

Entre as mensagens, há quem diga que a “Anvisa virou órgão político sem credibilidade” e quem cobre que a Dinavisa “apague o alerta antes que seja tarde”, citando outros episódios recentes de discussões sanitárias no Brasil.

A polarização, no entanto, não impediu que internautas parabenizassem a autoridade paraguaia pela postura de cautela diante da suspeita de contaminação.

Lote contaminado

A lista divulgada pela Dinavisa inclui detergentes, lava-louças concentrados, produtos desinfetantes e diferentes versões dos sabões Tixan e Tixan Líquido, todos fabricados no Brasil.

A recomendação é interromper o uso, separar o produto e buscar orientação com a fabricante ou com o estabelecimento onde a compra foi realizada.

Produtos com risco de contaminação foram suspensos pela Anvisa. (Imagem: Reprodução)

A decisão segue o que já havia sido determinado no Brasil. Na semana passada, a Anvisa ordenou o recolhimento de itens das marcas Ypê, Tixan e Atol com lotes terminados em “1”, após inspeções apontarem falhas em etapas do processo produtivo e no sistema de controle de qualidade.

A medida suspende a fabricação, venda, distribuição e uso desses produtos até que a empresa responsável comprove a segurança sanitária.

Como identificar o lote

Para identificar se um produto está entre os afetados, a orientação permanece a mesma: localizar na embalagem o código do lote, indicado pela letra “L”.

Caso o número final seja 1, o item faz parte da suspensão. Esses códigos costumam aparecer no fundo da embalagem, próximo à tampa, na parte traseira do rótulo ou gravados diretamente no plástico.

Lotes com final “1” foram proibidos pela Anvisa. (Imagem: Reprodução)

Consumidores que encontrarem itens do lote suspenso têm direito à substituição ou ao reembolso, conforme previsto no Código de Defesa do Consumidor.

A recomendação é guardar a embalagem, evitar novo manuseio e procurar os canais de atendimento da fabricante para orientações específicas. Caso o produto siga exposto à venda, é possível denunciar o estabelecimento às autoridades de vigilância sanitária.

A determinação brasileira está formalizada na Resolução nº 1.834/2026 e permanece válida enquanto a investigação segue em andamento. No Paraguai, a Dinavisa informou que continuará monitorando a circulação dos produtos e que novas atualizações serão divulgadas caso necessário

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