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PF prende três em operação contra diplomas falsos de Medicina

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Operação Canudo
Operação Canudo investiga venda de documentos falsos usados para acesso a cursos de Medicina e registro profissional. (Imagem: Polícia Federal)

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A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quarta-feira (12) a Operação Canudo, que investiga um esquema de venda de diplomas, históricos escolares e outros documentos acadêmicos falsos relacionados a cursos de Medicina. A ação cumpriu quatro mandados de busca e apreensão e três de prisão em Montes Claros e Bocaiuva, em Minas Gerais, e Barreiras e Luís Eduardo Magalhães, na Bahia.

Segundo a PF, os documentos falsificados eram utilizados para tentar obter registro profissional nos Conselhos Regionais de Medicina (CRMs) ou para viabilizar a transferência de estudantes para cursos de Medicina. A investigação aponta ainda que o esquema teria ramificações em diferentes estados.

PF combate venda de diplomas falsos para acesso a cursos de Medicina (Imagem: Polícia Federal)

De acordo com a corporação, pelo menos 45 pessoas já inscritas como médicos em Conselhos Regionais teriam pago ao grupo para obter documentos falsos que possibilitassem o registro profissional. A PF ainda investiga quem teria contratado ou utilizado os documentos e qual foi a participação de cada pessoa.

A PF ainda informou que o principal investigado já havia sido alvo de investigação da Polícia Federal em 2016, quando foi identificada uma organização criminosa envolvida em outro esquema de fraude.

Investigações começaram após denúncia do Cremers

Denúncia do conselho deu origem à operação da PF contra diplomas falsos de Medicina (Imagens: Cremers)

A investigação teve início em 2023, após o Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio Grande do Sul (Cremers) identificar um diploma falso apresentado para obtenção de registro profissional.

O documento indicava que uma mulher havia concluído Medicina no Centro Universitário Funorte, em Montes Claros (MG). Durante a conferência da documentação, o Cremers verificou a autenticidade do diploma diretamente com a instituição de ensino e identificou a fraude.

Segundo o conselho, a mulher já atuava pelo Programa Mais Médicos desde 2017 em comunidades indígenas de Cacique Doble (RS), embora o diploma apresentado apontasse uma formatura apenas em fevereiro de 2023.

O caso foi comunicado à Polícia Federal, que passou a investigar a origem do documento e a possível existência de uma estrutura dedicada à falsificação e comercialização de documentos acadêmicos.

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