O Conselho Federal de Medicina (CFM) emitiu um alerta proibindo o uso de tirzepatida e manipulados que não tenham o devido registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). De acordo com a nota do Conselho, a aplicação ou a prescrição do medicamente fora das regras sanitárias pode levar à punição.
O alerta acompanha a popularização do medicamento para o tratamento de diabetes e controle do peso. Com cada vez mais pessoas procurando a tirzepatida, sua circulação aumentou, principalmente fora dos canais já regulados pela Anvisa.
Somente em 2026, percebeu-se um crescimento acelerado nas apreensões de canetas e ampolas emagrecedoras por órgãos como Receita Federal e Polícia Federal. O caso mais recente ocorreu na última terça-feira (11), no Paraná, quando um motorista foi flagrado com ampolas de tirzepatida escondidas na sola da bota.
O que determina o novo alerta do CFM
A nota expressamente veda a utilização, prescrição, indicação, aplicação ou intermediação de acesso à medicamentos provenientes do exterior e que não possuem autorização para circulação no território nacional. A proibição é destinada tanto para a própria tirzepatida quanto para os medicamentos manipulados que não estejam regulados.
Ainda, o CFM reforça que a atuação médica deve seguir rigorosamente as normas éticas, técnicas e sanitárias previstas para a saúde da população. Produtos que não se possam ser comprovadas a qualidade, autenticidade e condições de armazenamento colocam o paciente em risco.
Consequências para o médico que descumprir as normas
Os profissionais de saúde que, no exercício da profissão, desrespeitarem a proibição e atuarem em desconformidade com a legislação sanitária, serão submetidos à apuração das responsabilidades administrativas, civis e penais cabíveis.
Medicamento autorizado X não autorizados
De forma bastante simples, medicamentos autorizados são aqueles que possuem registro sanitário (ou qualquer outra forma de regularização válida concedida pela Anvisa) e atendem aos requisitos regulatórios estabelecidos para assegurar a qualidade, segurança e eficácia.
Para saber se o medicamento possui registro basta acessar a página de consultas da Anvisa, onde deverão ser informados nome/marca do produto, CNPJ da empresa, assim como número do registro e do processo. O resultado obtido é bastante simples: ativo ou válido significa que o produto está regularizado, já inativo ou inválido quer dizer que o produto não é autorizado pela Anvisa.
Por sua vez, medicamentos não autorizados (ou falsificados) são aqueles que teve sua identidade, composição, embalagem e outras características adulteradas ou fraudadas. Esses são produtos que podem conter substâncias diferentes das informadas e representam um grave risco à saúde pública.
Como usar Mounjaro de forma segura

Apesar de ter suas indicações de uso, o tratamento com Mounjaro, assim como qualquer outro medicamento, deve seguir protocolos específicos e supervisionados. No caso do tirzepatida, deve-se ter:
- Prescrição médica individualizada;
- Aplicação semanal e correta;
- Horário fixo de aplicação;
- Monitoramento dos efeitos adversos;
- Acompanhamento multidisciplinar (nutricionista, psicólogo, prática de exercícios físicos, exames laboratoriais).
Para quem é indicado
O tratamento com o Mounjaro é indicado para pacientes com diabetes tipo 2, obesidade ou sobrepeso com comorbidades, pessoas com dificuldades de perda de peso e casos em que há risco metabólico elevado. A tirzepatida NÃO É um medicamento para fins estéticos e seu uso indevido pode trazer complicações severas.
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