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Marcos Pontes defende que CFM aplique exame para médicos recém-formados

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Astronauta Marcos Pontes defende que CFM aplique exame para médicos recém-formados
Senador defende que o conselho seja responsável pelo exame e pede audiência pública para discutir a MP do Enamed. (Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado)

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O senador Astronauta Marcos Pontes (PL-SP) defendeu, na última quarta-feira (12), no Plenário do Senado Federal, que o Conselho Federal de Medicina (CFM) seja responsável pela aplicação do exame de proficiência exigido de médicos recém-formados. A declaração ocorreu durante as discussões sobre a Medida Provisória (MP) 1.370/2026, que transformou o Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) em uma avaliação que também pode ser usada como requisito para o exercício da Medicina.

Pontes é autor do Projeto de Lei (PL) 2.294/2024, que cria o Exame Nacional de Proficiência em Medicina (Profimed) e atribui ao CFM a responsabilidade pela aplicação da prova.

Segundo o senador, o conselho seria a instituição mais adequada para avaliar se um médico recém-formado está apto a exercer a profissão.

“Quem tem que executar esse exame é o Conselho Federal de Medicina, que é o órgão preparado para isso, formado por seus pares, que entendem o que tem que ser feito para que se tenha uma medicina melhor no país. Quem executa a formação não pode fiscalizar a própria formação. Isso é um erro grosseiro.”

Senador pede audiência pública para discutir a MP

Além de defender a atuação do CFM, Pontes apresentou o Requerimento nº 1/2026 na Comissão Mista responsável por analisar a MP 1.370/2026.

O requerimento pede que o Congresso realize uma audiência pública para ouvir especialistas, entidades médicas e representantes do governo antes de decidir o que fazer com a medida provisória.

A ideia é reunir diferentes pontos de vista para ajudar os parlamentares a avaliar, por exemplo, se a MP deveria ser mantida, modificada ou rejeitada.

Outro ponto que o requerimento pretende discutir é quem deve aplicar o exame de proficiência. Para Pontes, existe uma diferença entre avaliar a qualidade de uma faculdade e avaliar se um profissional individualmente está apto a exercer a Medicina.

Senador defende que o CFM seja o orgão responsável pelo exame de proficiência para médicos recém-formados (Imagem: Edilson Rodrigues/Agência Senado)

Quais entidades foram convidadas?

O requerimento propõe que a audiência pública reúna representantes de entidades médicas e dos ministérios envolvidos na formação e na assistência à saúde.

Foram indicados:

  • Conselho Federal de Medicina (CFM);
  • Associação Médica Brasileira (AMB);
  • Associação Paulista de Medicina (APM);
  • Academia Nacional de Medicina (ANM);
  • Federação Brasileira de Academias de Medicina (FBAM);
  • Ministério da Educação (MEC);
  • Ministério da Saúde (MS).

O que dizem as entidades?

Em contato com o Melhores Escolas Médicas, o presidente da Associação Paulista de Medicina (APM), uma das entidades indicadas para participar da audiência, Dr. Antonio José Gonçalves, confirmou que a entidade pretende participar do debate em Brasília.

De acordo com o presidente, a discussão deve ser técnica e objetiva, com uma definição clara sobre o papel do Enamed e sua relação com a avaliação da proficiência profissional.

“O Enamed pode contribuir para identificar deficiências na formação médica, mas é preciso definir claramente o seu papel e evitar a sobreposição com mecanismos de avaliação da proficiência profissional. O mais importante é que o modelo adotado tenha critérios claros, seja independente e resulte em medidas concretas para corrigir falhas na formação. É importante que entidades médicas participem da aplicação dos exames. O que está em jogo é a qualidade da Medicina e a segurança do paciente.”

Dr. Antonio José Gonçalves, presidente da APM. (Imagem: Arquivo pessoal)

Sobre o Profimed

O Profimed é previsto no Projeto de Lei 2.294/2024, de autoria de Marcos Pontes. A proposta cria um exame nacional de proficiência como requisito para a obtenção do registro profissional nos Conselhos Regionais de Medicina.

O projeto foi aprovado pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado em fevereiro de 2026. Porém, atualmente, continua em tramitação no Senado.

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