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Às vésperas da eleição, Lula promete canetas emagrecedoras pelo SUS

Canetas emagrecedoras SUS
Acompanhado pelo Ministro da Saúde, presidente diz que distribuição será de forma responsável apenas para pessoas com dificuldade identificada de emagrecimento. Foto: Reprodução.

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Durante visita à fábrica da Eurofarma, em Montes Claros (MG), o atual presidente Lula declarou que irá disponibilizar canetas emagrecedoras para pessoas com obesidade. A oferta será pelo Sistema Único de Saúde (SUS) apenas para indíviduos diagnosticados com a dificuldade clara de emagrecimento. Ainda no mesmo discurso, o candidato à reeleição evidenciou o papel do exercício físico e da responsabilidade dos médicos no combate ao uso indevido.

“Os médicos precisam contribuir, porque daqui a pouco vai ter gente distribuindo caneta para todo lado. Vai ter deputado e candidato jogando caneta e dizendo “tá aqui a caneta”. Isso é irresponsabilidade. A pessoa tem que saber se pode ou não tomar, se vai fazer bem ou não. Se ela for jovem e saudável, vai malhar”, declarou.

Em seu perfil no Instagram, também afirmou que a oferta garante mais acesso ao tratamento da obesidade e maior qualidade de vida para a população.

Canetas emagrecedoras

As canetas emagrecedoras, originalmente, eram utilizadas para o tratamento de diabetes tipo 2, mas ganharam fama após ser identificada a contribuição também para a perda de peso. Diante do desejo estético pelo emagrecimento, diversas pessoas utilizam o medicamento sem prescrição e de maneira indevida.

No Brasil, existem 14 produtos registrados para o combate à obesidade, com preços que oscilam entre R$300 e R$400 na farmácia.

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Oferta no SUS

Segundo o Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que acompanhou o presidente durante a visita à fábrica, o medicamento não será incorporado ao SUS como um milagre estético. A ação faz parte do estudo do Ministério da Saúde sobre o uso de similares de GLP-1 em pacientes do SUS.

Padilha durante aplicação do Real-Bari em junho, em hospital federal de Porto Alegre. Foto: Rafael Nascimento/Ministério da Saúde

Denominado Real-Bari, o estudo utiliza a semaglutida em pacientes com obesidade e busca evitar bariátricas, ajudar cardiopatas e reduzir o risco de volta do câncer de mama em mulheres. Padilha contou que o primeiro paciente a receber a medicação pelo SUS estava na fila para cirurgia bariátrica e já perdeu seis quilos. “E o que é mais legal: ele conta que já mudou os hábitos de vida. Começou a ajudar a mãe em casa, a sair de casa e a fazer atividade física.”

Ainda segundo o Ministério, o objetivo do estudo é garantir mais segurança aos pacientes e estabelecer diretrizes para o acompanhamento contínuo por médicos especialistas. Ao todo, 250 pacientes do SUS com obesidade grave serão acompanhados.

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